19 de Maio
Errada Sempre achei que eu estava errada Até quando estava certa duvidava de mim mesma
Suja
Sempre me achei suja
Mesmo tomando banhos demorados me sentia imunda
Menor
Sempre me achei menor que os outros
Mesmo sendo a maior da classe
Doida
Sempre me achei meio doida
Mesmo tendo consciência dos meu atos quase nulos
Muda
Sempre me achei calada
Mesmo quando o grito rasgava o peito
Um dia confiei em mim
E tudo desmoronou
O seu castelo se mostrou cheio de rachaduras e buracos
As grades das janelas não impediram a brisa do vento de tocar meu rosto
E secar a lágrima caída
Pude enxergar que nas minhas mãos cor de terra havia leveza
Delicadeza…em meio aos calos de vassoura
Andava curvada e encolhida
Como se todo dia fosse inverno
Abaixava a cabeça para qualquer tom a menos
Não sei se eu era doida de não fazer nada
Ou de deixar que fizessem o que quisessem
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